Edição #14 Engenharia em Movimento

Tendências EQC — Edição de 30 de setembro de 2026

A eficiência de um empreendimento começa muito antes da operação. Ela nasce da compreensão de como o ativo será utilizado, das decisões de projeto que transformam essa leitura em premissas técnicas e da coordenação entre disciplinas que garante que essas diretrizes se mantenham ao longo de toda a execução.

Quando essas etapas estão conectadas, engenharia e operação trabalham na mesma direção: transformar decisões de projeto em desempenho para o ativo.

Em setembro, a EQC esteve presente em diferentes etapas desse percurso, acompanhando empreendimentos de diferentes usos e momentos de execução, da evolução das obras às decisões que contribuem para o desempenho futuro dos ativos.

No campo analítico, encerrou a série Inteligência EQC | Self Storage com o case GoodStorage Lapa 4, retrofit de aproximadamente 38 mil m², e deu início à série Inteligência EQC | Empreendimentos Logísticos.

O mês também foi marcado pela participação como patrocinadora da 19ª edição do Buildings Exclusive e pela realização da 53ª edição do We Share, encontro interno dedicado à troca de conhecimento entre as equipes.

Nesta edição, esses registros se conectam aos conceitos que orientam a atuação da EQC como Engenharia do Proprietário, uma engenharia que acompanha o ativo de forma integrada, da estratégia à execução.

A EQC iniciou em setembro a série Inteligência EQC | Empreendimentos Logísticos, dedicada a um dos segmentos mais dinâmicos do mercado imobiliário. O crescimento do e-commerce, a pressão por prazos de entrega menores e a busca por eficiência na cadeia de suprimentos transformaram o galpão de espaço de armazenamento em ativo estratégico, com reflexo direto no mercado de capitais, onde os fundos imobiliários logísticos ganharam espaço.

Do ponto de vista da engenharia, a série parte de uma premissa: um complexo logístico eficiente é projetado a partir da operação que vai abrigar. O fluxo da mercadoria, do recebimento à expedição, orienta o desenho do empreendimento. A quantidade e a disposição das docas, as áreas de manobra, o pé-direito, a capacidade do piso e a modulação estrutural definem o que o ativo é capaz de comportar e o quanto ele consegue se adaptar a diferentes locatários ao longo do tempo.

A complexidade, no entanto, está nas interfaces. Estrutura, instalações, prevenção e combate a incêndio e sistemas prediais avançam simultaneamente, e identificar interferências ainda no projeto, e não durante a obra, é o que reduz retrabalho e sustenta a previsibilidade de prazo e custo.

Um galpão não é uma grande área coberta; é uma operação traduzida em premissas de engenharia.

O case GoodStorage Lapa 4 encerrou a série Inteligência EQC | Self Storage. O empreendimento ocupa a antiga fábrica da Sabó, na Lapa (SP), e envolveu o retrofit de aproximadamente 38 mil m² para adaptar uma estrutura industrial existente ao self storage e à logística urbana. A EQC atuou em Engenharia do Proprietário e Gerenciamento Técnico, coordenando a implantação e as soluções técnicas ao longo da execução.

O projeto reuniu condições que elevam a complexidade de qualquer obra: execução faseada, com parte do empreendimento já em operação; reaproveitamento estrutural, com estudos de carga e reforços para o novo uso; e estratégias de reutilização de estruturas, fundações e materiais, reduzindo a movimentação de resíduos. Conduzir a obra sem comprometer as áreas concluídas exigiu gerenciamento técnico contínuo, mitigação de riscos e adaptação às mudanças de escopo.

Em um retrofit, a estrutura existente é ao mesmo tempo o principal ativo e a principal restrição do projeto.

A coletânea de obras de setembro reuniu quatro empreendimentos sob gestão da EQC. Em Itu (SP), na Atlas Copco House, a obra avança com fundações profundas e superficiais, piso industrial, drenagem profunda, pilares pré-moldados, estrutura metálica de cobertura e o sistema Tilt-Up, da pista falsa à concretagem dos painéis. Em Osasco (SP), na frente logística SPX/Sanca – Osasco 2 e 3, os trabalhos concentram-se em escavação, aterro controlado, aterro de sobrecarga e drenagem.

Em Jacareí (SP), a obra Capitânia Jacareí avança na montagem da estrutura metálica de cobertura, dos elementos pré-moldados e dos fechamentos, com terraplenagem, preparação das áreas internas e infraestrutura no interior do galpão. Em Extrema (MG), as frentes incluem terraplenagem, infraestrutura, estruturas, sistema Tilt-Up, piso industrial e instalações elétricas e de combate a incêndio.

São obras em fases distintas, da conformação do terreno à montagem da envoltória. Em cada uma, a atuação da EQC consiste em acompanhar a execução, coordenar interfaces e apoiar as decisões que influenciam diretamente prazo, custo e qualidade.

A fase da obra muda a pergunta técnica; o critério para respondê-la permanece o mesmo.

A EQC abordou em setembro o papel da diligência técnica na aquisição de ativos imobiliários. Antes da assinatura, a análise abrange aspectos legais e ambientais, certidões de viabilidade e o mapeamento de restrições e potencialidades do imóvel.

O objetivo não é apenas evitar problemas, mas dar clareza sobre o que está sendo adquirido. Riscos não identificados na aquisição se convertem em custos não previstos na operação; oportunidades não mapeadas deixam de compor o valor do investimento. Conduzida sob a lógica da Engenharia do Proprietário, a diligência transforma a decisão de compra em uma decisão técnica fundamentada.

Na aquisição de um ativo, o risco não pode ser uma suposição.

A EQC participou como patrocinadora da 19ª edição do Buildings Exclusive, realizada no IPO Corporate, em São Paulo. O encontro reuniu players do mercado para discutir os principais movimentos e tendências dos segmentos de escritórios e industrial.

A presença em fóruns setoriais complementa a atuação técnica: acompanhar de perto as transformações do mercado é parte do trabalho de quem apoia decisões sobre o desenvolvimento de ativos.

A engenharia que orienta investimentos precisa conhecer o mercado tão bem quanto conhece a obra.

Em sua 53ª edição, o We Share reuniu os times da EQC para uma conversa sobre cultura, resultados, aprendizados e boas práticas. Realizado presencialmente, com participação online de profissionais de outras localidades, o encontro conectou diferentes equipes em torno de um mesmo propósito.

A marca de 53 edições dá a dimensão da iniciativa: mais do que um evento, o We Share é uma marco na rotina de compartilhamento de conhecimento. Em uma empresa com frentes distribuídas por diferentes regiões, é essa troca que permite que os aprendizados de uma projeto alcancem as demais e que o método se mantenha consistente em toda a carteira.

O conhecimento de uma empresa de engenharia só se converte em método quando circula entre as equipes.